Daniëlle Cathari Acaba de Reinventar Dois dos Maiores Clássicos da PUMA
E a gente trocou uma ideia com ela pra entender o porquê.
Para quem ama sportswear e sneakers, Daniëlle Cathari dispensa apresentações. A designer radicada em Amsterdã é conhecida por seu sportswear de pegada feminina e por collabs de peso com marcas como a adidas, Clarks Originals, Woolrich e, mais recentemente, New Balance.
Agora, ela lança uma coleção totalmente nova com a PUMA, marcando a primeira vez que se junta à marca. Reimaginando dois de seus tênis‑ícone, o PUMA Suede e o Speedcat, o resultado é lúdico e supertátil, ancorado na suavidade e nas colorways clássicas de Cathari.
Com a collab chegando oficialmente às lojas, conversamos com Cathari para saber mais sobre como a parceria nasceu, a história por trás dos dois novos modelos e as inspirações da campanha que acompanha o lançamento.
Role a tela para ler a entrevista completa.
É a sua primeira parceria com a PUMA. Como ela aconteceu — e por que PUMA?
Pareceu muito natural. A PUMA me procurou para trabalhar em duas de suas silhuetas mais icônicas, e na hora tudo fez sentido. Eu sempre me atraio por marcas com um legado forte e adoro imprimir meu olhar sobre os designs mais clássicos delas.
Esta colaboração traz dois dos maiores clássicos da marca, o Suede e o Speedcat. Qual é o seu favorito — e por quê?
Sinceramente, não consigo escolher. A PUMA tem um acervo muito autêntico, e o Suede e o Speedcat são silhuetas superclássicas e nostálgicas, mas cada uma entrega um mood completamente diferente. Eles pareciam o ponto de partida perfeito para a parceria.
Você pode contar um pouco sobre o processo e as referências por trás da sua versão dessas silhuetas?
Como as duas silhuetas são muito clássicas, eu queria manter o DNA original intacto — o suede, a construção e essa sensação nostálgica. Minha abordagem foi ficar bem próxima do que as torna icônicas, ao mesmo tempo em que dava uma leitura fresca, bem Cathari, de cor e textura.
A textura parece ser um grande foco no design do seu PUMA Suede. Por que era tão importante explorar essa sensação tátil?
Com o Suede, não bastava usar o material: parecia importante exagerar essa sensação tátil — o grão, o pelo, a maciez. As duas colorways têm, cada uma à sua maneira, um visual bem sutil de peça já vivida. A versão verde traz um leve desbotado geral, com alguns pontos em um verde mais vibrante e outros lavados até chegar a um verde bem clarinho, enquanto a vermelha tem um toque escovado, quase peludo, com as pontas do suede terminando em branco.
Como você diria que esta coleção se diferencia das suas colaborações anteriores em footwear?
Existe um fio condutor em todas as minhas collabs de footwear — trabalhar com clássicos e buscar esse espaço entre o familiar e o novo, aquela sensação de reconhecimento misturada à releitura. Nesta colaboração, mergulhei ainda mais na sutileza. É tonal, mas cheia de cor, muito guiada pela textura e focada em preservar a pureza das silhuetas.
O que você pode contar sobre as inspirações por trás da campanha?
Eu queria que a campanha transmitisse suavidade, calma e fosse fácil de absorver — uma mistura de stills de produto bem clean, momentos poéticos, como uma joaninha caminhando pelo calcanhar, e imagens em que a modelo faz movimentos pequenos e sutis. Como um universo íntimo e em miniatura em torno dos tênis. Mesmo com colorways mais vibrantes, o clima geral permanece delicado e sereno…
Como você enxerga a evolução da sua relação com a PUMA a partir daqui? Podemos esperar mais colaborações no futuro?
Esta primeira colaboração pareceu a introdução certa — com foco em silhuetas icônicas e uma abordagem muito pura de cor e textura. A partir daqui, a relação vai se desdobrar em novas direções… Sim, vem mais coisa aí, e terá uma cara bem diferente desta.
Para fechar: o que mais você tem planejado para 2026? Algo em especial para ficarmos de olho?
Mais produto, mais PUMA e algumas novas categorias que estou muito animada para explorar. 2026 será sobre expandir o universo CATHARI — ainda mais definido!



















